29 de junho – Dia Mundial de Conscientização da Esclerose Sistêmica

29 de junho – Dia Mundial de Conscientização da Esclerose Sistêmica

29 de junho é o Dia Mundial de Conscientização da Esclerose Sistêmica, uma doença rara e pouco falada, mas que merece atenção.

Também chamada de esclerodermia (do grego, esclero = duro e dermia = pele), ela é uma doença crônica, autoimune e inflamatória caracterizada pela produção excessiva de colágeno nos tecidos do corpo. Pode acometer a pele, as articulações e órgãos como esôfago, pulmão, coração e rins. Ela ocorre em pessoas de qualquer idade, raça e sexo, porém mulheres negras entre 30 e 50 anos, com antecedentes familiares de Esclerodermia ou outra doença autoimune, têm mais chances de desenvolvê-la.

Um dos principais sintomas é a alteração de temperatura: as mãos e os pés ficam muito frios, os dedos inchados, pálidos, arroxeados e com feridas, o que é conhecido como Fenômeno de Raynaud. Na forma mais grave, há o risco de formar tecido fibroso cicatricial no coração, vasos sanguíneos, esôfago, rins e pulmões e causar perturbações gástricas, respiratórias, cardiovasculares e de hipertensão. Por isso, provoca fraqueza muscular, dores articulares e vasinhos.

Seus sintomas são comuns a várias doenças, por isso é difícil diagnosticá-la. É preciso analisar a história do paciente, realizar avaliação clínica e exames de sangue e imagem para saber se os órgãos internos foram afetados.

A Esclerose Sistêmica não tem cura, mas o tratamento é indispensável para controlar a inflamação, aliviar os sintomas e retardar a evolução da doença. A fisioterapia ajuda através do fortalecimento das articulações e do aumento de mobilidade e, em alguns casos, medicamentos como anti-inflamatórios são indicados.

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